05 de agosto de 2026
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Entre a análise e o devaneio

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Nos últimos anos muitos têm sido os problemas do SC Internacional, mas um dos que mais preocupa é a dificuldade de aceitar duras realidades, de preferência, a tempo de diminuir seus prejuízos.

A esperança do torcedor se renova a cada vez que o clube faz mudanças na direção de futebol, mas novamente vemos sintomas do mesmo comportamento agora, ao lidar com a situação de Sérgio Rochet.

Difícil encontrar alguém que não se empolgou quando o goleiro uruguaio fez o que fez com o badalado River Plate em 2023. Difícil, mas não impossível. Para a equipe de preparação de goleiros, Rochet nunca foi uma unanimidade. Avaliações prévias feitas pelos profissionais indicavam um perfil diferente, mas o clube tinha convicção.

Hoje, ao demitir dita equipe (talvez tardiamente), o Inter passa um recado claro: Chino merece uma nova chance. O que, com todo respeito, me parece mais um sonho de milagrosa recuperação do que exatamente uma crença balizada por análise criteriosa. O goleiro sempre teve como principais atributos sua explosão física, reflexos e audácia em atacar a bola seja por cima, seja no um contra um. Isso porém, exige algo que Rochet já não consegue oferecer: saúde.

Fato é que o arqueiro colorado não deu sorte no Beira-Rio, das diversas lesões que teve, poucas poderiam ter sido evitadas, visto que em grande parte são fraturas e lesões de ligamentos que estão sujeitas às intempéries da bola. Todavia, outro fato é que os castigos ao que o corpo do arqueiro foi submetido cobraram um preço alto. Rochet joga dia sim, dia não, e quando sim, é tendo de equilibrar seu peso, compensar forças, e isso só ocasiona ainda mais desgaste, além de um baixíssimo rendimento técnico.

O camisa 1 tem contrato encerrando em dezembro, e dificilmente alcançará a milagrosa marca de 60% dos jogos para que uma renovação automática seja acionada. Era hora do Inter mostrar que aprendeu a lidar com as duras realidades e deixar que o atleta siga seu caminho. A história já mostrou que quando o colorado ignora os sinais, o preço é alto.

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